Tuesday, November 24, 2009

"Às vezes eu me sinto um fantasma
Arrancando flores no jardim
À meia- noite
Penso em você e sigo despedaçando
Pétalas ao vento
Na tempestade
Pétalas vermelhas
Tô com saudade
De você, de você
E as ondas vêm me cobrir na noite escura
E as ondas vêm me cobrir na noite escura
Às vezes eu não sei se é a noite
Ou se é a vontade de te ter agora
Agora
Eu penso em você e sinto a tempestade
Desabar por dentro e por fora
Eu penso em você e sinto toda a vontade do mundo
De te ter agora, agora"

Monday, November 23, 2009

E eu sei de cor seu olhar...

Passamos a tarde nos olhando, bebendo cerveja, fazendo negócios e falando bobagens. Seis horas que passaram como minutos. Pensamos na mesma música. Eu quero pegar sua mão. Passaria horas sem te tocar e ainda assim te amaria mais. Você já reparou que essa música fala de um amor platônico, mas eu sempre penso em você quando a ouço? Eu também. Deve ser porque você tem o que eu sempre quis. E o jogo? Caramba, to bêbada. Meu coração diz que eu devo ficar ao seu lado para sempre e que conseguirei te fazer feliz, por outro lado vejo alguém que não quer ser ajudado, principalmente por mim...Talvez porque eu seja a voz da sua razão.

Está chovendo. Agora vem aqui e me beija. Casa comigo? Caso! Vamos esquecer todo o resto? Eu já esqueci! Te amo. Te amo. Te amo. Te amo.....

Caramba, quantas horas dormimos? Muitas! Então está na hora de acordar. Mas que horas são? Duas da manhã. Ok, então ainda temos tempo.... Te amo. Te amo. Te amo. Te amo. Te amo.

Thursday, November 19, 2009

Nosso amor já sabe ler e escrever...

Tantos anos se passaram e lá vamos nós comemorar o seu aniversário juntos pela 7ª vez.

Hoje ouvi do Mariel que se não fossemos namorados seriamos certamente os melhores amigos do mundo, mas eu confesso que não gostei da idéia. Prefiro o conjunto completo, esse que construimos entre tanto carinho, noite insones, gestos, palavras, sorrisos, lágrimas, gargalhadas, cócegas, música, cinema, literatura....

Tudo o que temos faz metade do mundo acreditar no amor e outra metade querer esse amor para si. E tanto que já lutamos até perceber que é inutil porque como eu já disse, tudo o que precisamos é nos entregar ao nosso amor mesmo assim, só por acreditar que ele é o maior do mundo e está acima de todas as coisas. Somos como irmãos, amigos, filho/mãe, filha/pai, amantes, rivais (sempre temos que implicar um com o outro... básico) padre/confessor. Engraçado, acho até que já somos a mesma pessoa.

Vou te contar um segredo: na madrugada de segunda-feira quando você apareceu aqui e deitou ao meu lado, pedi para que o tempo parasse pouco antes de adormecermos e tudo seria perfeito no mundo para sempre. Ah, mas então perderiamos outras madrugas de conversas intermináveis intercaladas entre juras de amor eterno e momentos de olhar, sentir, abraçar.... Ah, como eu te amo! Nada é mais perfeito do que eu e você, minha única certeza em dias tempestuosos, mas o sol manda avisar que o céu é dele e que tudo vai mudar, acredita?

O que nós unimos ninguém vai separar, lembra?

Gênio incompreendido (muitas vezes compreendido), ex-boleiro (ex, ouviu Mariel?), músico, poeta, meu amor, inspiração para os meus dias, meu irmão, minha vida toda do princípio ao fim... Não sei mais o que dizer depois de tanto tempo e tanto amor... Obrigada por existir!
(No próximo ano eu volto como sua esposa. Te amo)
Da sempre sempre sua Carolina.
P.S.: Post escrito com sono, cansaço, dores (ai ai ai) e sentimentos demais para uma só noite. Me desculpem.

Dor

[ - Eu ainda não me habituei a nenhum tipo de dor, seja minha ou das pessoas que amo.
- Eu aprendi... pra não enlouquecer, pra não meter uma bala na cabeça... Eu convivo com uma dor crônica desde os 8 anos de idade quando minha mãe bicou meu pai no dia no meu aniversário e eu o vi chorando... foi a primeira vez que algo doeu de verdade em mim.. de lá pra cá esta dor só mudou de cara, de nome.. mas é a mesma sensação. ]
Me fez perder o sono.

Wednesday, November 18, 2009

A propósito, se alguém quiser ler algo engraçado e/ou feliz sugiro http://www.humortadela.uol.com.br/ e não o meu blog.

A diretoria.
“Todas as pessoas grandes foram um dia crianças,
mas poucas se lembram disso”

Antoine de Saint-Exupéry

Escrevi em meu blog sobre a infância dos gênios e ícones da sociedade. Falei sobre a dificuldade que muitos deles tiveram para enfrentar acontecimentos relacionados à infância e adolescência. Acredito que estas pessoas, assim como eu, por não se desvencilharem de sua infância, conseguiram enxergar o mundo com mais verdade, mais esperança e conseqüentemente tiveram seus sonhos destruídos dia após dia. Chega a ser piegas citar John Lennon, mas alguma pessoa grande normal escreveria “Imagine”?

Citando outros casos parecidos temos Bono Vox, que, com sua inteligência e influência, conseguiu, além de fazer arte das melhores, também mudou o mundo, sim, muito mais do que a maioria conseguiu. Certamente seus traumas o levaram a buscar um mundo idealizado, onde até mesmo a Irlanda poderia viver em paz.

Jimmy Hendrix é um caso à parte, seus traumas de infância são particularmente parecidos com os de John Lennon, e a criança que mudou para sempre a história da guitarra se decepcionou com o mundo onde vivia. Em menos de cinco anos fez história e virou lenda.

Exemplos não faltam, no entanto vivo a cada dia procurando, através de meus traumas, algo que me faça especial por ver o mundo da forma como eu vejo e as coisas de força tão simples. Geralmente termino na cama com a cabeça coberta tentando me esconder do mundo lá fora.

Eu não sou um gênio, não descobri uma forma artisticamente aceitável de explorar minha sensibilidade, e não posso negar o quanto me frustra saber que vai ser assim para sempre, já que não desenvolvi nenhum talento especial, embora seja uma pessoa verdadeiramente dedicada. Conheço muito bem minhas limitações. Dia após dia vejo meus sonhos se partirem e sei o exato momento em que isso acontece; à parte disso, não sou diferente de ninguém.

Tenho 27 anos, e só posso dizer que cheguei até aqui guardando minhas fraquezas no fundo de uma gaveta que vez ou outra me pego remexendo. Como hoje. Decerto alcancei o inalcançável posto de “pessoa forte” sem mérito algum. Sou fraca, vulnerável e extremamente sensível, mas ainda assim não abandono a incansável vontade de mudar o mundo. E quem não quer?

Tenho uma sorte. Um amor verdadeiro, puro e sincero, mas não podemos contar o final da história antes que aconteça. Quando nos conhecemos soube que não era algo banal que se encontra em qualquer esquina, ainda assim foi em uma esquina que vi nascer o maior e melhor sentimento que carrego dentro de mim. Estou viva, ainda que por muitas vezes não pareça.

A princípio falei sobre meus traumas de infância e o quanto, embora quase irrelevantes, eles refletem em minha vida, portanto nada melhor que escrever sobre o que guardei para mim por tantos anos. Meus atuais sentimentos me libertam.

Tive uma infância feliz, quase mágica; meu pai foi o melhor homem que já existiu sobre a Terra e não digo isso por se tratar do meu pai, digo porque, em apenas treze anos, ele conseguiu formar uma pessoa e esta pessoa sou eu. Aos treze anos as pessoas costumam ser mais frágeis e suscetíveis a influências externas. Eu não fui.

No ano em que ele morreu, nós estávamos mais ligados que nunca, era como se nada pudesse ser mais importante para mim. Sei que ele sempre foi o elo de ligação entre nossa família, ele nos unia todos os dias para jantar, ouvir suas histórias repetidas vezes e suas músicas de sempre. Mas naquele ano eu o esperava todos os dias às 19h para irmos à padaria, ao mercadinho da esquina e, geralmente, à rotisserie do Sérgio. Conversamos sobre nada e nada quase sempre é tudo. Era só uma ligação, dessas que a gente tem orgulho de lembrar. Nossas piadas internas irritavam minha irmã mais velha que se trancava no quarto raivosamente, então íamos atrás dela para abrir a porta com a chave extra e prosseguir com a sessão-tortura. Naquele mês inventamos um cumprimento especial. Era especial de verdade, eu me sentia especial.

Um dia ouvi meus pais conversando sobre minha irmã, dizendo o quanto ela era especial e cheia de dons artísticos. Senti-me mal, pois a partir daquele momento desisti de tentar ser especial. Se era meu pai e companheiro quem dizia isso com quem mais eu poderia contar?

Para o meu desespero na mesma semana tive um trabalho escolar para apresentar e meu grupo me incumbiu de levar o toca-fitas para tocarmos uma música, eu nunca poderia imaginar o que isso causaria. Meus pais discutiram comigo, discutiram entre si, disseram que o aparelho poderia quebrar durante a viagem de ônibus e que eu era a idiota da escola por aceitar tudo o que me mandavam fazer. Tranquei-me no banheiro e chorei por horas seguidas até a cabeça doer. Minha mãe gritava comigo e eu não queria sair de lá nunca mais.

Na verdade sempre soube que minha mãe não tinha a menor paciência comigo, era tão evidente que eu tentei esconder isso de mim mesma implorando pelo seu amor durante quase toda a minha vida. Pouco tempo depois meu pai bateu na porta e me chamou, eu abri e ele me levou para o meu quarto, me abraçou muito forte e disse:

Fui duro com você por que você é muito boa e muitas pessoas se aproveitarão disso. Não quero que você deixe as pessoas te fazerem de boba.

Eu não conseguia dizer nada, só tentava dizer que eu estava tentando ajudar o grupo e que não iria estragar o rádio, mas só conseguia chorar, então ele falou:

– Nunca se esqueça que o papai te ama muito.

Eu não me esqueci, e ele morreu no sábado seguinte.

Aliás algo que não contei a ninguém é que passei por muitas fases estranhas durante toda minha infância. Não dormia, tinha medo de algo desconhecido, ouvia vozes e acreditava que eu era muito ruim a ponto de não merecer estar viva. CULPA! CULPA! CULPA! Muitas vezes tinha sonhos que não conseguia entender e passava muito tempo sentindo o pior sentimento do mundo. Hoje sei que se tratava d’A Náusea de Sartre, acompanhada de uma tendência à depressão.

No dia anterior à morte do meu pai todos esses sentimentos se misturavam dentro de mim com uma força desproporcional aos acontecimentos rotineiros do meu dia. Eu fui até a cozinha e peguei a caixa de remédios com a intenção de tomar todos e acabar com tudo aquilo, mas é claro que não fiz nada. Além de tudo me senti covarde, como em tantas outras vezes. Mas logo tudo mudou, pois meu pai chegou e eu fiquei muito feliz, pois ele nunca havia chegado tão cedo em casa. Eu fui correndo para a porta recebê-lo dizendo que passaria na Sessão da Tarde o filme “Conta Comigo”, que nós adorávamos. Ele tentou sorrir, mas não foi verdadeiro, então perguntei por que ele chegou mais cedo em casa e ele disse que estava com um problema na coluna e precisava descansar. Assistimos ao filme, ele estava quieto. Minha mãe chegou e logo saiu com a minha irmã para alugar filmes e comprar pizza ou outra coisa parecida. Ficamos sozinhos, mas ele não disse nada, não houve o cumprimento especial, ele só estava quieto. Fui para cozinha analisar novamente a caixa de remédios.

Dormi na sala vendo filmes, eles me deixaram dormir no sofá e fui acordada pelo meu pai logo cedo pronto para sair, era um sábado. Ele disse que iria ao hospital quando minha mãe acordasse porque a dor estava mais forte, mas enquanto isso, poderíamos ver um filme. Minha irmã acordou também e vimos “Bill e Ted II”, aquele em que eles satirizam “O Sétimo Selo”, jogando com a morte. Quando o filme terminou meus pais saíram e foi só isso. Queria poder dizer que houve uma despedida ou algo parecido, mas foi só isso. A demora dos dois me deixou aflita, nossa família não era do tipo de não dar notícias, mas fiquei em meu quarto sem fazer nada, apenas esperando.

Minha irmã me chamou e disse para vermos outro filme, não me lembro do nome, do enredo, de nada, apenas lembro de ouvir a porta de um carro bater em frente à nossa garagem. Lá estavam minha tia Eide, minhas primas Juliane e Elisa e minha mãe. Elas choravam, eu não sabia o motivo, mas também comecei a chorar. Antes de abrir o portão minha mãe disse:

– Seu pai morreu.

Eu não quis saber, eu não quis entender, eu só queria que ele estivesse ali, da mesma forma que eu quero que ele esteja aqui agora e que tudo isso seja uma piada sem graça, sem nexo e, principalmente, eu quero que a vida seja de mentira.

Naquela tarde minha irmã e eu lembramos que meu pai sempre dizia que em seu enterro tocassem “Yesterday” e foi a única coisa que pedimos para minha mãe, mas ela nos explicou que, como meus tios (cunhados do meu pai) cuidariam de tudo, não seria possível, pois eles fariam a cerimônia de acordo com a religião evangélica da qual a família fazia parte. Nós não tivemos reação, mas colocamos a música para tocar e ouvimos juntas. Acredito que aquele tenha sido um momento especial entre nós duas e nosso pai.

Embora estive presente não quis, na verdade não consegui assistir ao enterro, fiquei olhando de longe, enquanto meus tios discutiam banalidades ao meu lado. Ainda assim me sinto culpada, não era justo que “Yesterday” não fosse tocada. Não consegui ouvir esta música por muitos anos e até hoje ela me entristece. Pode ser apenas uma tola canção de amor, mas cada frase me desfaz.

Soube que naquele dia todo o comércio do bairro fechou.

Mas a única coisa que poderia dizer sobre este dia e os que se seguiram é o que digo até hoje todos os dias da minha vida: eu quero meu pai.
(não lembro a data em que isso foi escrito, mas era para ser o primeiro capítulo de uma auto-biografia que nunca seria publicada, mas não sei mais se qualquer coisa sobre mim poderia começar dessa forma)

Monday, November 16, 2009

RT @carolinamolina

"Pelo contrário, me arrependo de mim, da minha credulidade, dos meus dramas, da minha verdade. E pela primeira vez na vida senti um desejo incontrolável de vingança. E não foi pelo óbvio, foi por não ter acreditado em mim mesma, por deixar que as coisas fugissem ao meu controle. Vontade de dizer toda a verdade e de como a vida é suja. Mas o que vou fazer é mais uma vez fechar o meu coração."

(ou não)

"Sei que tudo vai ficar bem
Só não sei se vou ficar também
Eu faço tanta coisa
Pro mundo melhorar
Eu faço de um tudo
Que posso pra ajudar
Eu distribuo amor
Eu curo solidão
Mas peço por favor
Alguém me dê a mão
Sé que todo va a estar bien
Lo qué no sé es se sobreviviré
Sé que todo va a estar bien
Lo qué no sé es se yo me salvaré
Estoy comprometida
El mundo hay que cambiar
Y en esta corta vida
El verbo es ayudar
Yo distribuyo amor
Con toda soledá
Y pido por favor
Que mi tengan piedad
A vida da trabalho
Se lo digo señor
Eu digo pra senhora
La muerte es un horror
Eu luto só por paz
Ajudo meu irmão
Mas sinto que o destino
Quer me jogar no chão
Sé que todo va a estar bien
Lo qué no sé es se sobreviviré
Sé que todo va a estar bien
Lo qué no sé es se yo me salvaré
Sei que tudo vai ficar bem
Só não sei se vou ficar também"

Pato Fu

Monday, October 26, 2009

"Os deuses vendem quando dão" ou "Fim de semana"

Parte I

Após um dia péssimo, a noite de sexta começou com elogios de deixar qualquer uma feliz, do tipo "Você está a cara da Juliana Paes hoje" (Quer mais? Seria ótimo se fosse verdade) e "Você é linda, ainda mais depois que emagreceu, mas quando está brava fica muito feia" (Ahn? Esse realmente tem tato com as mulheres, sorte eu raramente estar brava).

O importante é que a noite terminou na suíte chique de um hotel 5 estrelas, um banho gostoso de banheira e a sensação de que paguei antecipadamente. Mas então veio a tristeza, a solidão, a incerteza, a decepção.... É, nem uma noite no meu hotel preferido em São Paulo (não que eu conheça muitos) tira isso do meu coração.

E, aliás, no momento, só ouço falar de coração. Ele é bem mais feio do que a gente imagina, né? Enfim, é irônico meu coração estar tão apertado enquanto assisto palestras sobre cardiologia.

- Não seja fumante! Não seja obeso! Não seja velho!

Juro que tento estar fora do grupo de risco (até para envelhecer eu sou devagar), mas meu peito continua doendo, acho que estou doente. Será que a estatina serve para isso que estou sentindo.

Eu não entendo nada desse tipo de coração (nem do outro), até pensei em perguntar a um destes 200 cardiologistas se eles sabem como me curar.

Olho para o lado e penso que ele até funciona bem, vejo minha chefe e me sinto feliz por sentir um carinho tão grande por ela (pode chamar de pelega), ainda mais tratando-se de uma pessoa tão difícil e tão diferente de mim. Também fiquei muito feliz ontem em ver Juliana sorrir. Enfim, meu coração não secou. Talvez minhas veias ainda não precisem de um estente (ou seja lá como se escreve isso).

Amo tanto e tão facilmente as pessoas que realmente não entendo como podem pensar o contrário, não quero odiar ninguém, só quero estar em paz.

Parte II

(Sábado após 15h30)

Resta um debate e a apresentação do Bruno Mazzeo (que esperamos ansiosamente). Provavelmente será a única parte do Congresso que eu vou entender, tirando o vinho. Brincadeiras a parte, eu entendo o que se refere ao produto e ao mercado, mas preciso urgentemente de um "Cardiology for Dummies".

Depois do almoço Anna e eu subimos par ao quarto e tiramos uma soneca de quase uma hora. Eu realmente estou quebrada, nem conseguia mais levantar, mas depois de muita insistência por parte da Anninha, estamos aqui para a segunda rodada.

Parte III

O final do Congresso foi meio conturbado, mas mesmo estrelinha, o Bruno Mazzeo é muito fofo e engraçado. Acabei batendo papo e tomando vinho com cardiologistas super ricos, viajados, etc.... e aí pensei: que droga, to sem grana até pra ir ao cinema, minha vida nunca vai ser legal assim. Fui salva e subi para tomar um banho e ir para casa do Mariel encontrar as pessoas que eu amo, mas após um banho (novamente na banheira..rs) e um chá de hortelã caí no sono.

Acordei 1h05 com uma dor-de-cabeça e uma angustia arrebatadora. Assisti a um filme mega deprê, não me lembro o nome e até fico feliz por isso, assim não preciso revê-lo. Tomei outro chá de hortelã e dormi de novo.

Acordei 6h58, dei uma olhada no tempo (feio), fiz outro chá e voltei pra cama, fiquei pensando no quanto eu queria estar perto das pessoas que eu amo, mas também pensei no quanto é necessário ficar sozinha e sem contato com o mundo por alguns momentos. Assisti a um filme de japonês repetido e resolvi ir pra casa. Tomei banho e arrumei as coisas, tomei café com Ju, fiz o check-out e chamei um táxi.

- Para onde vc vai?
- Para casa!
- OK.

(quinze minutos depois)

- A gente ta longe de Jurubatuba?
- Um pouco, mas se você quiser eu volto!
- Eu quero.

Fiz surpresa, abandonei o taxista decepcionado em perder uma corrida tão boa (ir para a minha casa sempre é) e fiquei com meus amigos. Me senti feliz, feliz, feliz....

Parte IV

Essa parte daria um livro, mas prefiro guardar cada segundo aqui dentro, como um segredo desses que nos fazem sorrir no meio do nada. Eu não me arrependo.

Friday, October 23, 2009

Assim...

Aqui deletando alguns e-mails indesejados e spams, meio alíviada com o fim do trabalho, tensa com a continuidade do trabalho, decepcionada com pessoas que adorei, defendi, ajudei. Muitas vezes a vida parece estar de brincadeira comigo.

Estou tentando me lembrar da pessoa que eu sou, levantar a cabeça e ir cumprir com as minhas responsabilidades, mas a vontade de fugir é maior. E eu me culpo, culpo, culpo (...) mesmo sabendo que eu fiz o que pude. O que eu pude foi pouco, eu precisava fazer mais.

Mas lá vou eu.